2008: O Ano que “ainda” não acabou

Uma leitura do ano passado e perspectivas para o ano de 2012 que se inicia.

(Publicado no Jornal de Negócios de Bom Despacho/MG e Diário do Comércio de Belo Horizonte/MG)

Ederson Passos

Ítalo Coutinho

 

Muito embora o ano de 2011 tenha iniciado sob as expectativas positivas geradas pelo ótimo desempenho econômico de 2010, principalmente em relação ao PIB brasileiro, bem como das baixas taxas de desemprego na economia, os anúncios da crise das dívidas soberanas nos países da Zona do Euro, tendo Grécia como principal protagonista trouxeram forte preocupação para os diferentes mercados.

 

Em se tratando de elevadas dívidas e déficits orçamentários, o cenário mundial também foi afetado por problemas como a falta de medidas rápidas e eficazes pelas autoridades e bancos centrais da Zona do Euro e União Européia, que não souberam sanar a crise em sua fase inicial e com isso a deixaram tomar proporções assustadoras.
No caso brasileiro, o aperto monetário iniciado em 2010, denominado de “medidas macroprudenciais” representou uma leitura que veio a se mostrar inadequada no segundo semestre de 2011, visto que as autoridades de política econômica voltaram a reduzir a SELIC, assim como estimular o mercado através dos incentivos fiscais.

 

Na esteira da aversão ao risco, intensa volatilidade, forte estresse dos agentes e bruscas mudanças de comportamento e desequilíbrios entre os mercados ditaram o ritmo da segunda metade do ano de 2011. Internamente o Banco Central ajustava suas expectativas de crescimento e desempenho econômico brasileira, seguindo uma linha mais moderada de olho no desempenho chinês e americano.

 

Do ponto de vista da indústria um fato interessante ocorreu: o crescimento do setor foi de 3% enquanto que a demanda por produtos domésticos cresceu quase 25%. Isso demonstra uma procura crescente por produtos importados, estrangulando mais ainda a produção “made in Brazil” que ainda sofre com problemas sérios de infra-estrutura, elevados impostos, câmbio desfavorável e alto custo de crédito.

 

A verdade é que o ano de 2011 findou com mais incertezas que propriamente de oportunidades. E isso pode ser percebido pelas principais projeções econômicas já publicadas para o ano de 2012.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já divulgou as projeções de seus analistas para 2012. Para eles, o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá na faixa de 3,2% a 3,5%, com avanço razoavelmente superior em comparação ao ano passado.

Em relação a taxa básica de juros, a expectativa é que a Selic feche o ano em torno de 9,5% . Segundo a Frebraban, a inflação seguirá recuando, mas ainda distante do centro da meta e a taxa de câmbio com ligeira depreciação.

Já o Banco Central acredita que o crescimento do país seja maior em 2012, ganhando ainda mais força em 2013. Segundo suas projeções o crescimento da economia em 2012 deve ficar em torno dos 3,5% e a inflação perfazendo algo perto de 4,7%, medido pelo IPCA.

 

Em suma, essas projeções não devem trazer dúvidas sobre o desempenho brasileiro, apenas em relação à magnitude dos resultados. Considerando uma economia que vivenciou altas taxas de inflação acima de dois dígitos por mês com um desempenho médio de crescimento nos últimos 26 anos de menos de 2,5% a.a é razoável considerar as projeções de crescimento brasileiro como animadores para 2012. Mas não se pode esquecer que o mundo ainda está em crise…

Pense nisso e bons projetos!

Ederson Passos é Economista, mestre em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro e professor do IETEC.

Ítalo Coutinho é Engenheiro, mestre em Administração de Empresas e coordenador de cursos no IETEC.

 

 

Rápidas & Rasteiras

Nota do colunista: vamos nos ver mais 51 sábados no ano de 2012. Esse ano a coluna irá variar os textos da seguinte forma: artigo em conjunto com outro profissional, crônica do Olati e suas desventuras, entrevista com profissional ou pessoa de destaque na cidade, matéria sobre engenharia ou gestão. Tudo isso tendo como pano de fundo a cidade de Bom Despacho. Então vamos lá!

 

 

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