A Engenharia como mola mantenedora do nosso progresso

Entrada de túnel da Estrada de Ferro Paracatu 

Quando se definiu nos anos de 1910 pela construção de uma estrada de ferro, ligando a malha já existente no entorno da recém capital mineira até a cidade histórica de Paracatu, todo um esforço econômico e técnico se iniciou. O trecho, pouco mais de 800 km de trilhos, saindo de Pitangui, passando por Bom Despacho, chegando até Paracatu, não oferecia grandes desafios aos engenheiros e projetistas de estradas férreas. Desafios muito maiores já haviam sido vencidos, como por exemplo a estrada entre o Rio de Janeiro e a Serra de Petrópolis (somente quem já passou por ali, a pé ou de carro, sabe do que estou falando).

Bom Despacho foi escolhida para ser a cidade sede da então criada Estrada-de-Ferro Paracatu. Aqui se desenvolveram a vila dos operários, o armazém da ferrovia, a oficina de trens e o prédio de Engenharia. A grande construção na qual se empenharam muitos esforços trouxe para a cidade e região um grande número de profissionais, reconhecidamente competentes, que já haviam construído outras ferrovias pelo Brasil (e mundo) a fora. A tecnologia predominantemente inglesa, já estava “tropicalizada” e pôde encontrar por essas terras os desafios naturais para esse empreendimento.

A ferrovia trouxe um grau de progresso tal que chamou a atenção de outras iniciativas do governo do Estado de Minas Gerais. A partir da década de 20 a região se viu povoada por imigrantes vindos de países da Europa castigada pela Primeira Guerra Mundial. Eram pessoas advindas da Suíça, Alemanha, Polônia e Ucrânia. Chegaram homens e mulheres habituados com o progresso industrial europeu para trabalharem em fazendas e colônias de produtores rurais (Colônia David Campista e Colônia Álvaro da Silveira).

Toda essa convivência tecnicista pôde contribuir para trazer em torno da cidade um clima de desenvolvimento diferente: tínhamos aqui um campo de aviação, escola de piloto e também o Colégio Industrial Wilson Lopes do Couto. Querendo ou não esse clima despertou o interesse pelas ciências da Engenharia e que até os dias atuais rende frutos: um número sem igual de bondespachenses ocupam cargos importantes no contexto da Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais, com reflexos locais, no Brasil e exterior.

Nos dias atuais a cidade continua a ensaiar seu desenvolvimento industrial. Empresas que fabricam implementos agrícolas, máquinas para manutenção rodoviária, indústria de barcos, fábricas de móveis requintados e sofisticados, caldeiraria e tornearia, são alguns exemplos da aplicação das boas práticas da Engenharia. No setor agropecuário as fábricas de ração colocam a cidade em outro patamar: além de consumidores de insumos somos produtores. O ciclo de desenvolvimento se fecha com a presença da UNIPAC com faculdade nas áreas de Arquitetura, Engenharia Civil, Telecomunicações e Ambiental. Além do mais o Centro de Pesquisas para desenvolvimento de mudas de eucalipto mais resistentes e mais produtivas (menor tempo de retorno do investimento). Temos também cursos técnicos de administração que preparam profissionais para administrar as empresas locais.

 

Nossos conterrâneos bondespachenses atuam nas mais variadas áreas da Engenharia. Além do mais temos profissionais com mestrado e doutorado que trabalham direta ou indiretamente na cidade. Tudo isso proporciona um ambiente propício para mais desenvolvimento. Para tanto é preciso se organizar e estar preparado para desenvolver, renovar e estabelecer tecnologias para aumentar a competitividade das empresas.

Edifício Independência em Bom Despacho – Projeto da Arquiteta Aline Ribeiro – STA

Em 1931 o Governo de Minas Gerais transformou as instalações da Estrada de Ferro Paracatu como sede do Sétimo Batalhão de Caçadores (hoje 7º Batalhão da Polícia Militar). Na década de 70 a ferrovia finalizou suas atividades, preferindo o novo modelo modal brasileiro: rodovias. O legado desse conhecimento instaurado precisa ser perenizado com a nova Economia da cidade: serviços, educação e pequenas indústrias. É preciso evitar negócios que abrem e fecham, sem sustentabilidade (muitos anos a indústria têxtil passar por dificuldades, o mesmo se diz para as iniciativas em siderurgia).

Uma nova era de prosperidade e qualidade de vida é possível, mas passa necessariamente por Planejamento e Educação.

Pense nisso e bons projetos!

Fonte:

– HTTP://www.bomdespachomg.com.br

– Arquivo Público Mineiro

– Acervo da Polícia Militar de Minas Gerais

– Pesquisas Pessoais do Autor

Painel

Livro Memórias: o meu texto desta semana está publicado no livro da Lucienne Campos de título “Memórias”, vale a pena conferir as fotos que foram publicadas. Trata-se da organização de textos de mais de 17 autores bondespachenses em mais uma comemoração dos 100 anos da nossa cidade.

Opinião do Especialista
Tablets, gadgets, lojas de aplicativos: Dando continuidade ao assunto abordado na última semana, os tablets chegaram ao mercado e com eles surgiram novas opções para quem quer garantir uma boa oportunidade de emprego ou renda no desenvolvimento de aplicações móveis.Hoje o mercado se divide em dois principais sistemas operacionais móveis – Android e iOS. Além dos dois, existem outros sistemas de menor utilização como o quase extinto Symbian e MeeGo da Nokia, o BlackBerry e mais recentemente o Windows 8, sistema da Microsoft que é usado tanto nos PC’s quantos nos tablets da empresa.O Android, sistema desenvolvido pelo Google em parceria com diversos fabricantes de telefones, tem como base o sistema operacional Linux e a linguagem de programação Java. Seu desenvolvimento é aberto através de ferramenta específica (SDK), e possibilita ao desenvolvedor acesso a todas as API’s para criação de qualquer tipo de aplicação, seja para smartphones ou tablets. A grande vantagem está em poder desenvolver em qualquer plataforma, seja Linux, Windows e Mac.

 

Já a Apple, possui uma ferramenta completa para desenvolvimento de aplicações para o iOS, sistema operacional do iPhone, iPad, iPod e AppleTV. Um dos problemas no entanto para quem quer desenvolver para essa plataforma está primeiramente no preço. É necessário pagar U$100 anuais para ter acesso a todas as ferramentas, além de mais 30% do valor do aplicativo a ser disponibilizado em sua loja online. O segundo e talvez mais complexo é que todo o desenvolvimento é feito apenas em computadores da Apple, o que dificulta sobremaneira, especialmente devido aos preços dos computadores da empresa.

 

Avaliando os prós e os contras, os dois sistemas operacionais prometem inúmeras vantagens aos desenvolvedores. Basta no entanto saber utilizar as linguagens e as ferramentas e ter criatividade. Certamente qualquer programador terá chance de garantir uma boa receita com a venda de aplicativos, seja na App Store ou no Google Play. Então, o que você está esperando? Mãos a obra!

Fale com o Especialista: Wendell Silva – wendell.silvabd@gmail.com

Final do ano e Comércio local: todo ano é a mesma história, festas, amigo oculto, presentes, também é hora de valorizar nossos comerciantes de Bom Despacho e comprar por aqui mesmo. Os preços são os mesmos de lojas badaladas de shoppings da capital e a variedade de opções atende bem, tanto para vestuário, eletrônicos, móveis.

Nasceu o Davi: parabéns para a mamãe Alcione e o papai Matheus, o filhinho deles nasceu esta semana e vem com tudo!

Alô da semana: queria mandar um grande abraço para os professores e direção da Escola Miguel Gontijo, na semana que se passou fizeram uma super festa em prol da Educação com a Feira do Conhecimento.

 

Posts Relacionados

Deixe uma resposta