Ações sociais unidas por uma cidade melhor

A primeira vez que uma entidade com objetivos sociais aportou em
terras brasileiras foi logo no início da colonização do nosso País.
Tudo bem que haviam outros objetivos como a religião e a estretégia de
unificação das terras recém descobertas pela coroa portuguesa, mas
vieram também para ajudar os mais carentes. Mais de 250 anos depois, o
povoamento em nossa região começou a se intensificar, naturalmente a
igreja atuou como apoio aos mais necessitados e em seguida as
sociedades, associações, casas de serviço e todo tipo de organização
com o objetivo social se estabeleceu fortemente em nossa cidade. O
conceito para ação social nesse artigo é mais amplo: atuar em todas as
frentes que gerem bem-estar e sustentabilidade desse bem-estar para o
indivíduo.
Apenas para ilustrar o que estou falando, vou citar algumas dessas
entidades: ABAP, Sociedade São Vicente de Paulo, Paróquias da Igreja
Católica, Lions, Rotary (2 clubes), associações de bairros (são
várias), escoteiros, grupos de jovens (igrejas evangélicas e
católicas), asilo, SESC, AMABOM, ABD e muitas outras. Algumas não
atuam diretamente com os mais carentes e necessitados, ou, têm
objetivos mais empresariais, mas no fim o que desejam é a qualidade de
vida daqueles que vivem em nossa Bom Despacho.
Alguns poderiam pensar: são muitas entidades com objetivos variados;
ou: são muitas entidades, mas a cidade precisa de mais ; talvez: são
muitas entidades, mas os problemas são variados e em grande
quantidade. Seja qual for a linha de raciocínio uma observação é
pertinente: os problemas sociais, os riscos sociais e todo tipo de
afronta à qualidade de vida dos munícipes têm crescido em escala maior
que todas essas entidades conseguem controlar, acompanhar e trabalhar
para resolvê-los.
Vejamos um exemplo interessante de uma associação de pessoas que está
tomando corpo e já vimos bons resultados: a prefeitura convidou a
população a se organizar para a festa do Centenário, a maioria das
pessoas que participa desse comitê são cidadãos comuns, a composição é
com maior número de participantes independentes ou representantes de
entidades e dos governos (municipal, estadual e federal). Os
resultados começaram a aparecer: reuniões acontecendo com
periodicidade e o selo do centenário já foi escolhido (e melhor: sendo
usado nas iniciativas culturais da prefeitura).
Os problemas são variados, as soluções precisam vir de atuações
sistêmicas e amplas. Será que as entidades atuam de forma separada e
sem conversar umas com as outras? O resultado dessa união é o
atendimento a uma parcela da população e incompleto. Cuidam das
crianças, dos adultos e dos idosos, mas quem cuidará dos jovens entre
18 e 30 anos? Existem iniciativas de educar os mais jovens, mas são
poucas iniciativas para preparar o jovem para o mercado de trabalho,
dar a ele uma profissão.
Como unir o separado? Simples: fortificar um objetivo comum e ao redor
dele trabalharem todas as entidades de maneira ordenada, cadenciada,
com comunicação entre as ações sociais e com metas. Por exemplo: até
final de 2011 teremos todas as crianças em idade escolar com material
escolar adequado. O ponto-chave desse meu questionamento é: como fazer
que haja um trabalho em cadeia e sistêmico e que ao final os
resultados sejam duradouros e consistentes?
Outra pergunta: por que não intensificar as ações de uma agência de
desenvolvimento em nossa cidade que possa atuar em Ações Sociais,
Culturais, Assuntos Históricos, Emprego, Renda, Educação, Bem-estar,
Artes, Música, etc? Vamos parar por aqui, se não, o artigo começa a
parecer um plano de candidato a qualquer coisa. Mas não deixem de
pensar nisso, em 2011 falaremos mais sobre esse assunto: a união das
entidades de ações sociais do nosso município.

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