O café que você bebe tem somente café torrado e moído? A carne consumida no hamburger de boi é 100% de origem bovina e de qualidade? O nível de contaminação por bactérias na lanchonete está dentro dos limites toleráveis à saúde do bondespachense? A cachacinha que você aprecia está livre de substâncias tóxicas? Para responder a tudo isso é preciso compreender os certificados de alimentos e a segurança alimentar.

Recentemente uma marca de cachaça em Bom Despacho recebeu certificado de qualidade em Brasília. Existem outros selos para a bebida, que atestam a origem e a forma como a bebida fora produzida. O selo de produção orgânica, por exemplo, acompanha desde a forma como a cana foi plantada, a fermentação por condições naturais, engarrafamento e envelhecimento. Isso demonstra como tem se tornado importante a forma como são produzidos os alimentos, de forma a garantir a saúde dos consumidores.

Já existente há mais tempo, o selo de qualidade do café vem de uma época onde as quantidades produzidas eram menores. Mesmo assim para que a marca mantenha esse título de qualidade precisa atender rigorosos protocolos. Para o café também existe o selo de produção orgânica. O próprio INMETRO, órgão do governo, também avalia o conteúdo e a quantidade vendida.

O IMA, Instituto Mineiro de Agropecuária, promove o Programa Queijo Minas Artesanal – feito a partir de leite cru, não pasteurizado – promove a identidade dos queijos artesanais produzidos nas regiões do Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. As cidades que vendem o queijo do cerrado são: Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Matutina, Patos de Minas, Patrocínio, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Tiros, Varjão de Minas. Podemos ver que Bom Despacho não está na lista, os produtores da cidade poderiam melhor se informarem no escritório local do IMA para buscarem este certificado.

Observando a questão da Segurança Alimentar, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mantêm parceria destinada a disseminar a importância das normas técnicas e estimular a sua utilização pelos Pequenos Negócios. Ao aplicar uma norma técnica em um determinado estabelecimento, é possível assegurar ao consumidor que as boas práticas estão implantadas em seus produtos ou serviços, diz o Sebrae em seu site.

Assim, bares e restaurantes são visitados pelos órgãos de fiscalização sanitária. Isso fortalece a credibilidade diante o mercado de estabelecimentos como bares, restaurantes e lanchonetes. Outro aspecto observado é que além da confiança passada aos consumidores, é possível reduzir custos, evitando desperdícios.

Fonte: Inmetro, Sebrae Nacional, IMA

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