* Artigo Originalmente publicado no Jornal GAZETA, em Setembro/2017.

 

 

A produtividade nunca é um acidente. É sempre o resultado de um compromisso com a excelência, planejamento inteligente e esforço focado.”

 

– Paul J. Meyer – foi um consultor americano voltado para desenvolvimento de carreira e atitude positiva.

 

Visando a sobrevivência no mercado as empresas de engenharia sempre estão participando de editais e concorrências, sendo que para isso, tem que se prepararem com um bom setor de orçamentos e elaboração de propostas, pois um mau orçamento pode ocasionar o descumprimento de contrato, multas e no pior caso até falência de empresas.

 

Como o mercado é muito volátil e tanto clientes quanto fornecedores trabalham com os prazos no limite, a demanda de projetos e orçamentos tende a acontecer de forma desordenada, sem tempo para que os orçamentistas trabalhem de forma planejada e eficaz.

 

No atentar as oportunidades, empresas participam de editais e elaboram suas propostas técnicas comercias, buscando detalhar o escopo, prazos, entregas e principalmente os valores tentando se enquadrarem dentro do mercado.

 

Para elaboração das referidas propostas, na maioria dos processos existe a falta de informações e prazos uteis, sendo assim, técnicas de estimativa de custos são utilizadas para compor os preços e garantir a participação. Visando essa dificuldade se propõe uma análise da produtividade de serviços de engenharia em diferentes cenários para melhor quantificação e precificação dos projetos.

 

São diversos os fatores que afetam diretamente a produtividade de pessoas, máquinas e sistemas, em se tratando de projetos de Engenharia e Construção. Ambiente hostil de trabalho, ferramental insuficiente ou ineficiente, número menor de colaboradores, enfim, as causas são muitas e coloca o Brasil como um dos países com mão de obra mais improdutiva do mundo.

 

Avaliar essas causas e suas consequências, mensurar e avaliar os prejuízos que aconteceram, são atividades pouco exploradas e que para as quais não existem normas claras para os cálculos. A mensuração da baixa produtividade frente ao que foi planejado é tarefa do Engenheiro e cabe a ele trabalhar com critérios claros e de consenso de contratante e contratada.

 

Quando o profissional de Engenheira realiza o estudo do projeto para mensurar histograma de mão de obra e outros recursos para o projeto, ele precisa utilizar índices confiáveis e atualizados com o ambiente onde será executado o empreendimento. Por muitas vezes índices de terceiros são utilizados, o que não necessariamente irá representar a realidade. Quando se ganha o projeto as dificuldades começam a aparecer.

 

Por isso que discutir a produtividade e seus aspectos tem sua relevância por apresentar um estudo com foco na execução de serviços, de forma se obter uma base de dados para quantificação e estimativa de homem hora para suporte a avaliação de produtividade.

 

Um dos principais objetivos das empresas é fornecer produtos e serviços de forma que tragam a satisfação de seus clientes na questão de prazo, qualidade e preço, sendo que para isso as mesmas precisam trabalhar em contratos e/ou projetos rentáveis, que garantam sua participação no mercado e bom relacionamento com fornecedores.

 

Contextualizando o estudo em serviços de engenharia e construção, as principais bases são a qualidade e a produtividade que pode fazer o diferencial na satisfação e fidelização do cliente. A qualidade que possui diferentes “significados e conceitos” no mercado e na literatura ainda é a balança e diretriz de competição entre as empresas para conquistar e manter mercado.

 

Já a produtividade é uma “esfera” que mitiga boa parte da entrega e resultado de um serviço, que através de estudos e seguimento de processos contribuem para alcançar os prazos estipulados do projeto.

 

Com tudo o principal ensinamento e dica é as empresas criarem uma base de informações, médias e métricas enquadradas no portfólio e escopo de serviços que atua para contribuir na gestão do conhecimento e qualidade a fim de aperfeiçoar processos, melhorar tempo de execução, precisão de custos e valores para utilização nos projetos.

 

Outro artigo sobre Produtividade (COBREAP, 2015 em Belo Horizonte): clique aqui.

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