Em alguns locais do País, como São Paulo e próximo a capital paulista, o nível de chuva já está 52% maior do que o previsto. Essas previsões são feitas a partir de dados históricos coletados há mais de 100 anos e também estudos de climatologia. Para quem há 2 anos estava agonizando com a falta, o excesso pede cuidados.

É comum o solo reter mais água por não ter uma evaporação suficiente. Essa retenção vai trazer alguns perigos, dentre eles desmoronamentos de barrancos, queda de edificações e danos nas vias públicas. Começa com trincas no terreno ou na estrutura e pode vir a desabar rapidamente.

Além disso existem as enchentes e acúmulo de água em terrenos e vias públicas como ruas e avenidas. Para os motoristas é preciso cautela e jamais tentar enfrentar, nunca se sabe o nível e se pode afetar motor e entrar água no veículo. Em Belo Horizonte recentemente uma BMW de mais de R$100 mil ficou totalmente tomada pelas águas em bairro da periferia. Essas águas trazem acúmulo de doenças e não servem para banho ou consumo.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desenvolveram uma metodologia com softwares livres para análise de riscos nos períodos chuvosos. “A ideia de usar dados e softwares livres foi para possibilitar que a metodologia possa ser utilizada de forma prática e confiável por gestores públicos de municípios brasileiros que ainda não possuem mapeamentos de áreas suscetíveis a deslizamentos de terra e que muitas vezes sofrem com esse tipo de problema”, disse Pedro Ivo Camarinha, doutorando no Inpe e um dos autores da metodologia, à Agência FAPESP.

A metodologia utiliza um sistema de processamento de informações georreferenciadas chamado Spring, desenvolvido pelo INPE e disponibilizado gratuitamente na internet, além de um banco de dados geomorfométricos do Brasil, denominado Topodata, também criado pelo Inpe a partir de dados da missão Shuttle Radar Topography Mission (SRTM).

Ao se deparar com indícios de desabamentos, enchentes e acúmulo de água, chame a Defesa Civil e a Prefeitura. Eles estão preparados para dar suporte a famílias desabrigadas e tomar as medidas corretas de segurança.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/inpe_desenvolve_metodologia_para_mapear_risco_de_deslizamento_de_terra/20888/

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