Trabalhar com pesquisa e desenvolvimento no nosso país não é nada fácil. Levantamento feito entre os 20 maiores escritórios de concessão de patentes no mundo traz dados de 2012 e aponta os Estados Unidos em primeiro lugar, com 2,2 milhões de patentes, seguido do Japão, que tem 1,6 milhão. Depois estão China (875 mil), Coreia do Sul (738 mil), Alemanha (549 mil), França (490 mil), Reino Unido (459 mil) e até o principado de Mônaco (42.838). O Brasil está na 19ª posição, com 41.453 patentes válidas. São 211 a mais que o último lugar, ocupado pela Polônia. No bloco dos BRICS, todos estão na frente: seguidos pela China aparecem Rússia (181 mil), África do Sul (112 mil) e Índia (42.991).

Não é por falta de iniciativas e sim pela pouca audiência de projetos de pesquisa apresentados. Existem diversas formas de se conseguir financiamento. Em Minas temos a FAPEMIG e pelo Governo Federal a CAPES. Empresas privadas também têm verbas. Parece incrível, mas faltam iniciativas de professores, alunos e profissionais interessados em pesquisar.

Há mais de 20 anos a Sociedade Mineira de Engenheiros promove o Prêmio SME de Ciência e Tecnologia. Trata-se de uma premiação direcionada a alunos de escolas de Engenharia do Estado. Mesmo com toda a divulgação e interesse da entidade, existem anos em que são pouquíssimos os candidatos. Em 2014 foram mais de R$ 30 mil em prêmios.

O CREA-MG promove este ano a 3ª FEICINTEC, Feira de Ciências e Inovações Tecnológicas. A iniciativa busca promover a troca de conhecimento entre as inspetorias da entidade e suas regionais, entidades de ensino superior de Engenharia e sociedade em geral.

Professores pesquisadores têm à disposição mais de R$ 60 milhões para estudo do bioma Cerrado. A doação foi feita dia 10 de setembro, para o levantamento e a divulgação de informações sobre seus recursos florestais. A contribuição integra o Programa de Investimento Florestal, vinculado ao Fundo de Investimentos Climáticos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) será a instituição responsável pelo gerenciamento e execução dos desembolsos.

Já pensou participar de uma premiação que dá mais de R$ 800 mil? O prêmio Jovem Cientista visa revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade. Instituído em 1981, o Prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a primeira instituição federal de fomento à ciência, tecnologia e inovação.

Para os estudantes de nível médio, existe há 11 anos a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, ela tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

As oportunidades existem, basta procurar se informar destes programas usando pesquisas na Internet. E, por fim, se dedicar muito para conseguir bons resultados, pois sorte não existe para quem trabalha com pesquisa em nosso País. “Eu tive sorte, mas só depois que comecei a treinar 10 horas por dia.” Tiger Woods

 

Fábio Martins e Ítalo Coutinho, em 1994, participam da Feira de Ciências em Viçosa/MG, com o projeto de segurança residencial
Fábio Martins e Ítalo Coutinho, em 1994, participam da Feira de Ciências em Viçosa/MG, com o projeto de segurança residencial

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