Crise na Economia Global respinga na nossa cidade

 

Para quem não sabe, sou neto do José Bento Araújo, o Zé Bento do Èrmo, avô do Marcinho do Bairro Santa Ângela e da Samira da Unipac. Ele tinha uma fazenda próxima à Passagem. Pois bem, uma vez perguntei a meu avô sobre o que ele ouvia dizer da 1ª e 2ª Guerras Mundiais, ele nasceu em 1907 e no meu pensamento poderia me contar alguma coisa. A única coisa da qual ele se recordara foram dos discursos de Getúlio Vargas no rádio e só.

 

Já tem 1 mês que a crise financeira mundial vem tomando boa parte do noticiário. A gente liga a TV, acessa a Internet, sintoniza o rádio ou compra o jornal, o assunto não muda e não foge das nossas atenções. Existem opiniões das mais variadas formas, mas todos estão certos sob um ponto: nada é tão ruim que não possa piorar.

 

A escassez de crédito pode prejudicar o avanço da construção civil no país. Estava tudo indo tão bem, jamais havíamos consumido tantos milhares de metros cúbicos de concreto em tão pouco tempo. Basta dar uma olhada pela cidade e ver o tanto de prédio em construção ou as propagandas de novos empreendimentos aqui mesmo no JORNAL DE NEGÓCIOS.

 

Esse é um dos pontos a analisar, mas se a gente prestar atenção outras reações já estão aparecendo, por exemplo ficou mais caro adquirir um carro financiado, as taxas tanto para veículos usados ou novos, subiram. Aquela tão sonhada viagem para o exterior vai ficar engavetada, o dólar já bateu a marca de R$2,30 e teima em não baixar.

 

Ontem na “Hora do Brasil” o presidente Lula comentou: “a crise começou no primeiro mundo e agora vai para a periferia”, ou seja, nós que estávamos fazendo tudo tão certinho para manter o crescimento econômico constante (mesmo que parco), vamos cair em um universo de incertezas. Os santos vão pagar pelos pecadores.

 

Nesse momento de crise alguns pontos são importantes a gente ficar atento, são eles:

– como a bolsa está em baixa, os preços de ações de empresas sólidas (as chamadas bluechips, como Vale, Petrobras), estão muito convidativos

– comprar dólares nem pensar, vender pior ainda

– mudar de emprego não seria uma boa, afinal, é melhor mancar do que deixar de caminhar

– economizar ao extremo não ajuda muito, faça suas compras para o Natal, o comércio de BD agradece, movimenta dinheiro e gera um ciclo positivo na Economia Local

– emprestar dinheiro ou tomar empréstimo, com muita cautela e garantias reais

– desesperar, se entregar aos boatos, jamais, ler os jornais impressos e Internet e criticar as notícias, tem muito fanfarrão do jornalismo à solta

– comprar a casa financiada ? pense direitinho para que o valor das prestações não seja o bicho-papão das contas do mês

 

Essa semana, em palestra que ministrei na Unipac, coloquei em um dos slides a palavra INOVAÇÃO. Comentei com todos os presentes da importância da metamorfose, principalmente em momentos de crise. Não é porque nascemos pedra que vamos morrer pedra. A mudança é importante e revigorante.

 

O medo do fechamento do parque siderúrgico na cidade não pode ser motivo de desespero para nossas famílias bom-despachenses. Nessa hora é que vale o exemplo do Luis da Martineli que mudou de ramo, comentamos aqui a sua trajetória. Os políticos da cidade precisam ajudar, planejando novos empregos para esses profissionais, quem sabe um retorno para o campo ? A necessidade crescente de alimentos tem sido uma das alternativas a essa crise. Mas basta lembrar que não vale apenas ensinar a pescar, tem que favorecer também a venda do peixe.

 

Daqui uns anos quando algum neto me perguntar o que me lembro da crise de 2008, uma coisa com certeza vai vir bem clara: por mais que pensávamos que sabíamos, ainda sabíamos muito pouco para a tomada de qualquer decisão. Feliz o Zé Bentão, que sabia pouco e viveu muito.

 

Rápidas e Rasteiras:

Sacolas de Compras: o mundo parece que vai acabar inundado por aquelas sacolas de compras. Toda vez que fazemos nossas compras nos supermercados da cidade, levamos para nossa casa pelo menos 2 dezenas delas. Sabia que para elas se decomporem e retornarem ao meio-ambiente levam-se quase 1 milhão de anos. Pense nisso na hora de fazer suas compras, economize na quantidade de sacolinhas e as reaproveite em sua casa.

Salomé e sua Paixão pelo Cruzeiro: ela é de BD, mas se mudou para BH há mais de 50 anos, A idade não é limite para tanta dedicação. A torcedora completou, quarta-feira, 75 anos. Todos no Cruzeiro a conhecem, é a torcedora mais fanática e querida Vai aos jogos com a mesma animação de anos atrás. Onde o time vai, lá está Salomé, sempre com a ajuda financeira do clube. Já perdeu as contas de quantas viagens fez e a quantos clássicos assistiu. Por causa de tanta irreverência, ficou conhecida nacionalmente como torcedora-símbolo do clube. “Uma vez, viajamos para o Sul do país para assistir ao jogo contra o Internacional, debaixo de uma chuva danada. Por pouco não morremos na estrada, de madrugada, porque o ônibus estragou e quase fomos esmagados por duas carretas. Esperamos por ajuda até o dia raiar e, quando o problema foi resolvido, fomos para o estádio. Quando chegamos lá, havia uns policias me esperando, dizendo que queriam me conhecer porque haviam me visto na televisão. Veja só!”, conta, orgulhosa.

Dr. Roberto no Museu da Cidade: Neste ano de eleições municipais, é interessante lembrar que,  em 2007, com o Projeto Vitrine da Memória, o Museu da Cidade prestou homenagem ao Dr.Roberto de Melo Queiroz, prefeito municipal no período 1963-67. Entre os documentos e peças que a família Queiroz ofereceu ao Museu – e lá se
encontram em exposição -, destaca-se o discurso de posse do novo Prefeito, mostrando, com muita clareza, a sua visão de desenvolvimento com justiça social. O discurso foi musealizado em tamanho que facilita a sua leitura pelos turistas, pesquisadores e outros interessados na História de Bom Despacho. Maiores informações, fale com o empresário Julio Benigno (tel. 3522-2553).

Mensagem àqueles que ficaram desempregados: para quem está numa situação assim, não desanime. Procure oferecer ao mercado o que você sabe fazer de melhor, não aceite a primeira opção mas também não menospreze aquela que parece ser mais simples que sua atividade anterior, o importante é todos saberem que você é capas e vai se dedicar ao novo trabalho. Na crise, crie!

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