Olati sempre foi um garoto espevitado. Com dez anos de idade já tinha centenas de planos para sua vida. Tinha dificuldades em escolher qual deles seguir, às vezes seguia muitos ao mesmo tempo, sem medo do porvir. Quando adolescente não era diferente, tornou-se adulto e aí que as energias ganharam o mundo.

Para conhecermos melhor Olati, não é preciso saber o que ele faz ou o que ele deixou de fazer. Basta entendermos que ele era persistente e não tinha receio com o amanhã. Fazia suas economias, mas quando era para gastar em prol de seus sonhos, não tinha limites.

Mas, como qualquer herói (ou anti-herói) ele tinha seu ponto fraco. Era só chegar as festas de fim de ano que ele sempre ficava mais introspectivo. Olati às vezes ficava horas e horas pensando na vida, nos porquês e poréms, no que havia feito, no que havia deixado de fazer.

Certa noite, quando Morpheu, deus do sono, já estava chamando suas pálpebras para descansar, Olati entrou numa viagem maluca. Tudo começou a rodar e ao mesmo tempo transmitia segurança e conforto, como colo de mãe. Acordou! Sentiu um cheiro forte de castanhas, uva, peru assado, guaraná. Olhou para um lado e para outro, não conseguiu reconhecer o lugar, mas num átimo se viu sobrevoando a sala toda recheada de guloseimas e ao fundo uma árvore de Natal. Aquela imagem veio forte e ele não acreditou onde estava, havia voltado nas suas lembranças, seu Natal de 9 anos de idade.

Ao ver todo aquele movimento, se viu no canto da sala assistindo TV. Os canais eram a cores, mas o som não era perfeito. As interferências sonoras não permitiram ver o programa que a criança Olati assistia. Do alto do teto, tudo se observava, até mesmo em cima do guarda-roupas, estava ali guardado um belo presente, pouco maior que uma caixa de sapatos.

O tempo andou, a noite caiu, os presentes começaram a ser abertos. Aquela caixa continha um carrinho de bombeiros, com sons e movimentos exuberantes. Olati pequeno ligou o carro de bombeiros, ele começou a zunir por todo o ambiente. Pegou velocidade, foi para um lado e para outro lado, num bate-volta frenético. De repente, plaft! A rodinha solta, havia quebrado no seu suporte. Choro? Decepção? Olati adulto presencia um fato de sua infância: ao invés de esbravejos, o que se presencia é quase mágico: o pequeno apanha a rodinha, vê o que houve, pensa com calma, vai até seu quarto, volta com um pedaço de papel, ajusta a rodinha no eixo e as luzes do carro de bombeiro voltam a brilhar.

Olati acorda, a lembrança de tudo aquilo vem imediatamente à sua mente: resolver grandes problemas com pequenas soluções. Talvez o mais importante aprendizado naquela viagem sonora, cheia de cores e cheiros familiares, foi  saber que com calma e jeito grandes problemas podem se resolver.

Pense nisso e bons projetos!

 

 Apenas para lembrar: “A Christmas Carol”, inspiração desta estória, é um livro de Charles Dickens. Com várias traduções no Brasil, sendo a mais correta Um Cântico de Natal, o livro foi escrito em menos de um mês originalmente para pagar dívidas, mas tornou-se um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos. Charles Dickens o descreveu como seu “livrinho de Natal”, e foi primeiramente publicado em 19 de dezembro de 1843, com ilustrações de John Leech. A história transformou-se instantaneamente num sucesso, vendendo mais de seis mil cópias em uma semana.

 Rápidas e Rasteiras

Faixa de Pedrestres: estão faltando principalmente nas áreas centrais da cidade. Continuam causando um transtorno enorme.  Neste período em que o movimento no Centro cresce devido às compras de Natal o problema agrava.

Recesso na Câmara: foram encerradas essa semana as atividades parlamentares em nosso município. Porém os trabalhos na Câmara continuam funcionando normalmente.

Pesquisa mostra estabilidade na confiança do consumidor: entre os dias 2 e 5 deste mês, o Índice de Expectativa do Consumidor ficou em 113,5 pontos, igual ao da pesquisa anterior, feita de 17 a 21 de novembro. Segundo a CNI, o índice está acima da média histórica, mas 3,2% abaixo do de dezembro de 2010.

Demanda das empresas por crédito tem alta de 2,9% no ano: a procura por crédito em novembro, em relação a outubro, caiu 0,1%. Essa ligeira redução do indicador é praticamente nula se comparada às duas quedas anteriores, quando o índice teve recuos de 6,7% (setembro) e 4,2% (outubro). Na comparação com novembro de 2010, a procura subiu 0,8%.

Faltam 167 dias para Bom Despacho comemorar 100 anos!

  • Mais informações sobre o Centenário em:http:www.senhoradosol.com.br
100 anos/ 100 soluções:

  • 54 – ” Uma cidade mais limpa, com mais arvores, menos animais abandonados nas ruas” – Melina Gontijo;
  • 55 – “Uma cidade com menos desigualdade social, onde quem estivesse à frente preocupasse realmente com toda população e agisse em prol dela e não de uma minoria.” – Laender Moura;
  • 56 – “Uma cidade sem os vícios políticos e sociais em que estamos mergulhados” – Clênio Araújo;
  • 57 – “Bom Despacho sem corrupção e com progresso” – Ana Maria.
Dicas retiradas da comunidade de Bom Despacho no Facebook, link http://toma.ai/ayj.

Mande sua sugestão de 100 soluções para a cidade para o contato desta coluna, sua participação é fundamental!

 

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