No mês de junho, uma revelação sobre um esquema de monitoramento de dados organizado pelo governo dos Estados Unidos agitou o noticiário internacional. Tratava-se do Caso Snowden, “batizado” com este por causa do delator do esquema de monitoramento: Edward Snowden. O americano é um ex-consultor técnico da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos (EUA). Na época, Snowden revelou os documentos secretos sobre o modus operandi da segurança norte-americana para os jornais The Guardian (Reino Unido) e Washington Post (EUA).

Na reportagem publicada no dia 5 de junho de 2013 pelo The Guardian, Snowden apontou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) coletou dados de ligações telefônicas de milhões de cidadãos americanos a partir do programa de monitoramento chamado de PRISM. O ex-consultor da CIA também revelou que a Casa Branca acessava fotos, e-mails e videoconferências de quem usava os serviços de empresas como Google, Skype e Facebook.

As denúncias não pararam por aí. No dia 7 de junho, o jornal americano Washington Post detalhou a existência de um programa de vigilância secreta dos Estados Unidos que envolve setores de inteligência de gigantes da internet como Microsoft, Facebook e Google.

Após realizar as denúncias, Snowden fugiu para Hong Kong (China). A partir da pressão dos Estados Unidos pedindo sua extradição, o ex-técnico viajou secretamente para a Rússia onde ficou refugiado no Aeroporto Internacional de Moscou até conseguir asilo político temporário de um ano no país. O pedido foi aceito no início de agosto.

Para o Governo Federal espionagem não será resolvida com diplomacia, diz diretor do GSI. Articulações políticas e diplomáticas não serão suficientes para evitar a espionagem praticada por outros países no Brasil, avalia o diretor do Departamento de Segurança de Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Raphael Mandarino, em audiência no Senado.

Em caso recente Brasil e Alemanha acusam os Estados Unidos de espionarem seus chefes de Governo e outras ações, inclusive com empresas estatais (o caso da Petrobras denunciado pelo Fantástico). A comitiva da presidenta Dilma cancelou em outubro uma viagem a Washington, onde Dilma e seus principais assessores ficariam hospedados na Casa Branca, convite excepcional realizado a chefes de governo raramente. Na ONU a própria presidente há alguns dias fez declaração repudiam os ataques ao cyberespaço brasileiro por agências de espionagem americanas.

Onde tudo isso começa? Em se tratando de guerra de informações entre países, tratam-se de violações sérias aos direitos de soberania nacional, pensando no que acontece com cada de um de nós é mais sério ainda. Termos de uso de nossos dados que nunca lemos e sempre assinamos, dão direitos a grandes da Internet como Facebook, Google, Yahoo, a poderem fazer “gato e sapato” com as informações mais íntimas e confidenciais que trafegamos hora pós hora em suas bases de dados.

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Tela do Amazon oferecendo livros como indicação

Como consumidores somos espionados desde sempre. Faça a seguinte experiência: acesse o Google, pesquise por engenharia e construção, depois na mesma página dos resultados acesse o site de vendas Amazon no enderço http://www.amazon.com. Tchan! O Amazon irá ofertar a você livros e outros produtos sobre Engenharia e Construção, como será que ele descobriu? Simples assim, espionou você por meio de cookies que são dispositivos que vasculham os seus interesses pessoais e depois te “entregam” para sites de vendas. O seu comportamento como consumidor vale mais do que você realmente está disposto a comprar, pode acreditar.

Tem como escapar da espionagem? Da forma como estamos nos comportando e confiando nos meios eletrônicos e troca de dados, está cada dia mais difícil. Por isso todo cuidado é pouco e vale muito a pena se preocupar como nos comportamos ao expor nossos dados e comportamentos.

Pense nisso e bons projetos!

Fonte: EBC

 

 

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