Pelos idos de 1900 o País vivia um caos na Saúde Pública (muito pior do que os dias atuais). A cidade do Rio era a capital do Brasil, as favelas e cortiços dominavam a paisagem. Esgoto e lixo não eram recolhidos adequadamente. Tifo, febre amarela, peste bubônica, varíola, doenças da Era Medieval, eram constantes na sede do Governo Federal.

Apareceu um cientista, de formação biólogo, que trouxe a solução: vacinar a população. Oswaldo Cruz não só promoveu as campanhas como também levantou a bandeira da higiene. O povo precisava fazer sua parte. A reforma não era apenas de modos, mas física também, pois barracos nas favelas e cortiços precisariam ser demolidos. A população reagiu, daí surgiu a Revolta da Vacina. Existia a Brigada Mata-mosquito e a Campanha da Vacinação Obrigatória.

O Progresso veio, mas sem Ordem. A revolta popular fez com que o Governo Federal suspendesse as ações.

No início do ano de 2012 começaram a pipocar aplicativos para chamar os taxistas. Os poucos que usavam ainda não acreditavam muito na novidade. Aos poucos as cooperativas de taxi foram perdendo força. Tentaram criar seus próprios aplicativos, mas perderam o timing dos eventos e das oportunidades.

Hoje em dia as cooperativas tentam sobreviver e começaram a lançar seus aplicativos. Quase todo taxista faz uso de algum aplicativo. Existe aquele ou outro que funciona melhor ou traz vantagens para usuário e motorista.

A chegada do aplicativo Uber nas cidades de grande porte trouxe a revolta. No início houveram protestos, agressões, paralização do trânsito. Câmara de Vereadores e Prefeito se viram numa situação vivida por Oswaldo Cruz, mas desta vez eram bits e bytes que estavam se rebelando. Deveria se chamar este feito da História de A Revolta dos Aplicativos.

Ainda não chegaram a um acordo, poucas cidades grandes conseguiram banir o bendito Uber. Até que chega outro que faz o mesmo, o Cabify, que promete cobrar menos dos motoristas. A Revolta dos Aplicativos ainda tem outros capítulos para se desenrolar. Por hora, que vença o bom senso e que a livre concorrência possa ser respeitada.

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