Logo após definida a vitória de Donald Trump à presidência dos EUA, a candidata Hillary Clinton em seu discurso deixou claro que ali estava o presidente que o povo americano havia escolhido. No Brasil, Dilma também fez um pronunciamento e disse que a Democracia escolheu Trump.

Observando a nossa capacidade de ir às urnas, também não ficamos muito atrás ao escolhermos os extremos. Na capital mineira venceu o conturbado e auto posicionado radical Alexandre Kalil. Em SP os paulistanos elegeram uma outra forma de extremos: o dito empresário Jorge Dória e toda sua imponência aristocrática. No Rio, Crivella e uma legião de seguidores de sua religiosidade (pois ele se apresentou assim), até mesmo o sumido Garotinho, estão contentes com o resultado.

Em Bom Despacho, os paupérrimos votos (nem 400) do candidato Maurício Reis e os 33% de Haroldo Queiroz demonstraram que havia também uma bipolaridade em nossa eleição municipal. De um lado a situação, as condições de um prefeito que se tornou referência para toda uma região (nunca havia visto isso na nossa história) e do outro, dois candidatos auto proclamados contra tudo e todos e sedentos pelo poder. O ideal seria um equilíbrio de escolhas. Venceu o melhor, neste caso era realmente o melhor e não o menos pior como aconteceu em outros locais.

Vamos encontrar extremismos nas eleições de 2018? Certamente sim. Bolsonaro após a vitória de Trump disse que seria o próximo. Lula nesta semana fez um discurso e com apoio de artistas e políticos. Nas pesquisas o ex-presidente se apresenta praticamente vencedor. Isso se não vir uma Lava Jato e limpar ele dos planos do PT.

Extremismos e radicalidades são ruins. A Democracia sofre quando não temos opções. Geralmente não vence o melhor, e nós, o povo, sofremos com os efeitos colaterais.

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