* Ilustração da Marina Smit, no livro O Ipeê a Sonhar

A aproximação do final do inverno, baixa umidade, temperaturas altas de dia e baixas a noite. Todo este ambiente favorece a chegada de ventos na nossa região. O cerrado, nosso principal bioma, tenta resistir a queimadas que ocorrem devido a sequidão característica desta época.

Os ventos também trazem as pipas e papagaios. Papagaio é uma construção menos elaborada. Já as pipas, elas precisam de mais habilidade e engenharia. O conhecimento da construção é passado há décadas de primos para primos, pais para filhos, avós para netos. Com isso o risco com a rede elétrica ou uso indiscriminado do cerol, podem trazer sérias e graves consequências.

Também nesta época é comum ocorrerem as campanhas de vacinação antirrábica. Cachorros e gatos são vacinados, para o bem-estar da população e a segurança de todos. A raiva ainda é uma doença muito grave e de difícil tratamento.

Para outros o mês de agosto traz além dos cachorros doidos muitos outros espíritos maus e bruxas. A crendice popular é tão forte que a Igreja Matriz fica vazia para casamentos. Nenhuma noiva quer correr o risco de começar mal algo que é o sonho de sua vida e do casal.

Mas depois de tudo isso, passado a tormenta dos ventos no árido cerrado, chegam os ipês. A natureza com toda sua sabedoria nos mostra a força de sua resistência. Multicoloridos, os ipês roxos, brancos, rosas, vermelhos, amarelos, todos pipocam nos campos, na cidade e no seu entorno.

Sejam bem-vindo agosto!

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